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Economia

Raízen avalia aumento de capital e cisão para reduzir dívida bilionária

Processo de reorganização prevê aporte bilionário, divisão da empresa e conversão de dívida em ações

Raízen avalia aumento de capital e cisão para reduzir dívida bilionária

A Raízen, controlada pela Cosan e pela Shell, estuda uma série de medidas para aliviar seu endividamento, que já ultrapassa R$ 55 bilhões. Segundo fontes próximas às negociações, a companhia planeja um aumento de capital de cerca de R$ 3 bilhões, com aportes proporcionais dos acionistas: a Shell aportaria R$ 1,5 bilhão, a Cosan R$ 1 bilhão e Rubens Ometto, controlador da Cosan, R$ 500 milhões.

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Segundo o Brazil Journal, a estratégia prevê a cisão da Raízen em duas empresas listadas: uma voltada à produção de açúcar e etanol e outra dedicada à distribuição de combustíveis. Essa divisão permitiria uma gestão financeira mais focada e alinhada aos diferentes perfis de risco dos negócios. Segundo uma fonte, os credores seriam convidados a converter cerca de 25% da dívida em ações, distribuídas entre as duas empresas: dois terços na companhia de açúcar e etanol e um terço na de distribuição.

Estrutura de capital e participação de fundos

Após a cisão, está prevista a entrada de fundos de private equity, administrados pelo BTG, com aporte estimado em R$ 5,3 bilhões. Os recursos não viriam diretamente do BTG ou de seus sócios, mas de fundos geridos pelo banco. Em paralelo, uma oferta pública venderia ações detidas pelos credores que participaram da conversão da dívida, reduzindo sua participação de 25% para aproximadamente 17%.

O objetivo final é que a alavancagem da empresa de açúcar e etanol fique entre 1,4 e 1,5 vez, enquanto a de distribuição teria cerca de três vezes. O processo completo pode ser concluído em até seis meses, de acordo com interlocutores, mas ainda depende da aprovação da Shell e da negociação com credores.

“Deverá haver uma pressão dos credores. Passou da hora de buscar uma solução para a Raízen”, disse uma das fontes. As ações da companhia registraram nesta sexta-feira, 13, a maior queda do Ibovespa, refletindo a expectativa do mercado sobre as medidas propostas. Segundo veículos especializados, Shell e Cosan estão mais próximas de fechar um acordo que estabilize a estrutura de capital da empresa.

Impacto no mercado e próximos passos

De acordo com o Nova Cana, analistas apontam que a cisão e o aumento de capital podem melhorar a liquidez e dar mais flexibilidade para investimentos futuros. A decisão final ainda dependerá do alinhamento entre os acionistas e da aceitação pelos credores, que terão papel fundamental no sucesso da operação. O processo inclui reuniões de negociação e a definição dos detalhes da oferta pública de ações.

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