Na sexta-feira de Carnaval, Mauro Campbell Marques, corregedor Nacional de Justiça, intimou cinco Tribunais de Justiça (TJ) estaduais sobre altos depósitos feitos em contas do Banco de Brasília (BRB) em meio à crise do Banco Master. Somadas, as Cortes de Alagoas, da Bahia, do Distrito Federal, do Maranhão e da Paraíba movimentaram R$ 30 bilhões.
O quinteto listado em 13 de fevereiro por Campbell — que também é ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) — é um velho conhecido do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Antes da crise do Master, desembargadores do TJBA foram investigados pelo CNJ devido à Operação Faroeste, que descobriu um esquema de venda de decisões judiciais para grilagem de terras no Oeste baiano.
No ano passado, o CNJ estendeu o prazo de uma investigação contra três juízes do TJPB acusados de alterar seus índices de produtividade para serem promovidos a desembargador do tribunal. Em 2024, quatro desembargadores e uma juíza do TJMA foram investigados ou citados em processos do CNJ por suspeita de corrupção e de integrarem uma organização criminosa.
Em 2022, um juiz do TJAL foi investigado pelo CNJ por supostamente ter favorecido ilegalmente um desembargador com uma decisão que obrigou a Yamaha a trocar um jet-ski. Em 2016, o então presidente da Corte foi investigado por ter proferido decisões favoráveis ao prefeito de Joaquim Gomes.
Quatro anos antes, o Conselho Nacional de Justiça descobriu 64 casos com suspeita de nepotismo no TJDF. O levantamento feito em 2012 mostrou que 63 deles envolveram magistrados, com 16 deles contendo fatos mais graves.
O Brasilianista permanece aberto para receber manifestações, posicionamentos ou esclarecimentos de todos os citados nesta reportagem. Caso queiram se pronunciar sobre o tema, os canais da redação estão à disposição.

