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Geopolítica

Minerais críticos e terras raras: do que se trata o acordo entre Brasil e Índia?

O acordo prevê uma cooperação entre os dois países para estimular o aproveitamento desses recursos

Minerais críticos e terras raras: do que se trata o acordo entre Brasil e Índia?

Neste sábado (21), Brasil e Índia, representados pelo presidente Luiz Inácio da Silva Lula (PT) e o primeiro-ministro Narendra Modi, respectivamente, assinaram um acordo para a ampliação da cooperação entre os dois países no campo de terras raras e minerais críticos. O encontro aconteceu em Nova Dehli.

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Lula afirmou, em seu discurso, que foi “uma reunião de superlativos” e exaltou os dois países na posição de defensores do multilateralismo.

“Ampliar os investimentos e a cooperação em matéria de energias renováveis e minerais críticos está no cerne do acordo pioneiro que assinamos hoje”, afirmou o presidente brasileiro. “Um passo importante para a construção de cadeias de suprimentos resilientes”, completou Modi.

O governo brasileiro segue sem divulgar mais detalhes sobre o memorando de entendimento. As informações são da Agência Brasil.

Aproveitamento de recursos

O acordo prevê uma cooperação entre os dois países para estimular o aproveitamento desses recursos. Porém, não há prazos, detalhes ou metas a serem atingidas, e nem assegura uma exclusividade de produção com a Índia.

Para o Brasil, os recursos são indispensáveis, ainda mais que o país possui a segunda maior reserva mundial dessas matérias-primas.

A Índia, por sua vez, tem expandido a reciclagem e produção domésticas e quer reduzir sua dependência da China, que é a principal exportadora, com atuação dominante na cadeia de suprimentos vindos de muitos desses materiais, ao mesmo tempo que busca novos fornecedores.

Além deste memorando, os países também firmaram outros acordos relacionados ao acesso equitativo a medicamentos e à cooperação digital.

Minerais críticos e terras raras

Minerais críticos são recursos naturais extraídos do subsolo que se tornaram indispensáveis para a economia contemporânea.

Eles estão na base de tecnologias ligadas à eletrificação, à transição energética, à indústria digital e até ao setor de defesa.

Lítio, níquel, cobalto, manganês e grafite são exemplos determinantes para o desempenho de baterias usadas em carros elétricos, celulares e sistemas de armazenamento de energia.

Sem esses materiais, a expansão de fontes renováveis, a digitalização e a eletrificação de transportes não avançam. As informações são do portal IEA.

Já as terras raras são um grupo específico formado por 17 elementos químicos: lantânio, cério, praseodímio, neodímio, promécio, samário, európio, gadolínio, térbio, disprósio, hólmio, érbio, escândio, túlio, itérbio, lutécio e ítrio, conforme divulgado pelo Governo Federal,

Elas são usadas na produção de ímãs superpotentes empregados em turbinas eólicas, motores de veículos elétricos, telas, chips, sistemas militares e uma série de equipamentos de alta tecnologia.

Elas não são raras na natureza, mas sua extração é complexa, cara e exige processos químicos sofisticados.

Resumindo, toda terra rara pode ser considerada um mineral crítico, mas nem todo mineral crítico é terra rara.

Operações ampliadas

A Índia encaminha a passos largos de se tornar a quarta maior economia global. Com isso, tem aumentado sua demanda por produtos brasileiros (açúcar, petróleo, minério de ferro, óleos vegetais e algodão).

A Embraer, assim como outras empresas brasileiras, estão no processo de expandir suas operações na Índia, com planos de construir aeronaves no país.

Lula continua sua viagem pelo continente asiático, com destino à Coreia do Sul, onde participará de um fórum de negócios, além de se encontrar com o presidente Lee Jae Myung.

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