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Política

Briefing: guerra no Oriente Médio, economia brasileira e escala 6×1

Conflito internacional amplia tensão global, enquanto indicadores econômicos e bastidores políticos movimentam o noticiário

Briefing: guerra no Oriente Médio, economia brasileira e escala 6×1

Como divulgado pelo O Brasilianista, a ofensiva coordenada de Estados Unidos e Israel contra o Irã, seguida de ataques retaliatórios iranianos, elevou o nível de tensão no Oriente Médio.

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Mísseis atingiram bases militares, aeroportos e áreas civis em diferentes países do Golfo, a escalada levou ao fechamento de espaços aéreos e ao cancelamento de voos internacionais, além da suspensão de operações marítimas em áreas estratégicas da região.

A expectativa é de continuidade das operações militares nos próximos dias, enquanto governos monitoram possíveis novos desdobramentos.

Conflito gera temor de impacto econômico global

Após a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, o cenário de incerteza aumentou. O fechamento do Estreito de Ormuz, rota importante para o transporte de petróleo, elevou o alerta internacional.

A continuidade dos bombardeios e o aumento das tensões ampliaram o temor de um conflito mais amplo, com reflexos na economia mundial. A reação de diferentes países variou entre apoio, críticas e pedidos de contenção diplomática.

Capitais do Golfo vivem clima de tensão

A Folha de S.Paulo destaca que a retaliação iraniana alcançou cidades consideradas seguras da região, como Dubai e Abu Dhabi. Hotéis, aeroportos e áreas urbanas registraram danos durante ataques com drones e mísseis.

Moradores relataram momentos de apreensão, com alertas oficiais orientando a população a permanecer em locais seguros.

Diversos países emitiram recomendações para que cidadãos evitem viagens ao Oriente Médio enquanto a situação permanece instável.

Ataques e sucessão no Irã marcam fim de semana

O Brasilianista relata que a operação militar resultou na morte do líder supremo Ali Khamenei. O governo iraniano confirmou o falecimento e anunciou um período oficial de luto.

Com isso, o país iniciou o processo de escolha de um novo líder, conduzido pela Assembleia de Peritos. Um comando interino foi estabelecido enquanto a sucessão é organizada.

Estados Unidos estão perdendo espaço

Em artigo para O Globo, o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, destacou evidências do retrocesso na economia americana.

No principal teste internacional de desempenho educacional, o Pisa, a pontuação dos Estados Unidos em matemática recuou de 483 para 465 desde 2003, ficando abaixo da média dos países da OCDE e cerca de 60 pontos atrás da Coreia do Sul.

No campo da inovação, a China passou a registrar mais patentes que os americanos a partir de 2011 e, em 2024, já acumulava um volume aproximadamente três vezes superior.

Ao mesmo tempo, a participação do Estado americano nos investimentos em pesquisa e desenvolvimento encolheu de 67% para cerca de 18% ao longo do período.

Debate sobre jornada 6×1 avança no Congresso

Setores produtivos começaram a calcular os impactos do possível fim da escala de trabalho 6×1, tema que tramita na Câmara dos Deputados.

Estudos indicam custos adicionais bilionários para diferentes segmentos econômicos, especialmente comércio e serviços.

Fábio Bentes, economista chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), destaca que cerca de dois
terços (64%) do mercado formal de trabalho no país está enquadrado na jornada 6×1.

A redução da jornada pode provocar um custo adicional de R$ 178,2 bilhões por ano com gastos trabalhistas para as empresas da agropecuária, da indústria e do comércio.

O Brasilianista já mostrou que a discussão ainda está em fase inicial, mas já mobiliza empresários e entidades de classe que defendem alternativas como negociação coletiva.

Além disso a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara analisa a admissibilidade de dois projetos que tramitam apensados: a Proposta de Emenda à Constituição 8/25, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que dispõe sobre a redução da jornada de trabalho para quatro dias por semana no Brasil.

E a 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT- MG). O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que altera o Art. 7º inciso XII da constituição Federal, reduzindo a jornada de trabalho a 36 horas semanais em 10 anos.

Economia brasileira mostra sinais de desaceleração

Como informado pelo Valor Econômico, economistas ouvidos por mais de 70 instituições financeiras e consultorias projetam que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil encerrou 2025 com crescimento de 2,3%, após avanço de 3,4% em 2024.

A mediana das estimativas indica que o quarto trimestre do ano passado repetiu a alta modesta de 0,1% registrada no período anterior, sinalizando desaceleração da atividade econômica ao longo do ano.

As projeções também apontam variação anual entre 2% e 2,6%, enquanto o resultado oficial será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (03).

Para 2026, a expectativa é de reaquecimento parcial no primeiro trimestre, com alta de 0,8%, mas ainda com projeção de desaceleração no fechamento do ano, estimada em 1,8%.

Inadimplência empresarial atinge maior nível da série

Dados da Serasa Experian mostram que o Brasil encerrou 2025 com 8,9 milhões de empresas inadimplentes.

O número representa o maior patamar desde o início da série histórica, com crescimento expressivo em relação ao ano anterior. A maior parte das empresas com dívidas pertence aos setores de serviços e pequenos negócios.

Investigação envolvendo filho do presidente avança

O Estadão noticiou que o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, admitiu a interlocutores ter tido viagem e hospedagem pagas pelo lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, investigado em esquema ligado ao INSS.

A Polícia Federal apura a relação entre os dois e analisa trocas de mensagens e movimentações financeiras citadas nas investigações.

As apurações apontam mensagens sobre pagamentos de R$ 300 mil ao “filho do rapaz”, levando a PF a apurar se a referência é a Lulinha, que também teve o sigilo bancário quebrado pela CPMI do INSS.

Lulinha também é alvo de investigações que incluem suspeitas de formação de cartel e de superfaturamento em obras de rodovias, a LCM – Construção e Comércio tornou-se a “campeã do asfalto” no governo de Lula.

Segundo O Globo, ao todo, foram R$ 8,3 bilhões em obras, valor que supera em 25% as contratações firmadas no mesmo período do governo Bolsonaro.

Investimentos em projetos estratégicos das Forças Armadas

O Valor Econômico informou que o governo federal definiu a divisão dos R$ 30 bilhões previstos para investimentos estratégicos das Forças Armadas nos próximos seis anos, priorizando neste momento a Marinha devido às urgências contratuais ligadas ao programa nuclear e ao desenvolvimento de submarinos.

A distribuição dos recursos coloca a Força Aérea Brasileira em seguida e, depois, o Exército, contemplando projetos considerados estratégicos para a defesa nacional, como a continuidade dos caças Gripen e dos blindados militares.

A medida busca garantir previsibilidade financeira a programas de longo prazo e evitar atrasos em contratos já firmados, além de organizar o cronograma de investimentos fora da meta fiscal.

Pacheco condiciona candidatura em Minas a acordo nacional

O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) aguarda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva costure um acordo nacional com partidos aliados antes de confirmar eventual candidatura ao governo de Minas Gerais. As informações são do jornal O Globo.

A estratégia envolve uma possível saída do PSD e negociações com MDB e União Brasil. Segundo aliados, Pacheco não rejeita disputar o cargo e abrir palanque para Lula, porém quer segurança política sobre a viabilidade da articulação antes de tomar uma decisão.

PT acelera articulação em São Paulo diante do avanço de Flávio Bolsonaro

O portal Valor Econômico destacou que o crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas acendeu o alerta entre aliados do presidente Lula, que defendem uma reação rápida do PT em São Paulo, maior colégio eleitoral do país.

A avaliação interna é que ampliar a presença política na capital paulista é decisivo, especialmente em um cenário de queda na aprovação do governo até mesmo em regiões tradicionalmente favoráveis ao petista.

Ainda segundo o Valor Econômico, enquanto Flávio avança na montagem de palanques regionais e já se reuniu com o governador Tarcísio de Freitas para discutir alianças em São Paulo, o PT mantém uma estratégia mais cautelosa.

PF planeja reforço na segurança eleitoral

A Polícia Federal prepara a ampliação do esquema de proteção para candidatos à Presidência em 2026 e solicitou reforço de R$ 200 milhões no orçamento.

O plano prevê compra de equipamentos como sistemas antidrone e tecnologia de reconhecimento facial, além da mobilização de 458 agentes.

Pela proposta inicial, divulgada pela Folha, 48 policiais fariam a segurança dos candidatos considerados de maior risco, enquanto outros 24 acompanhariam nomes com menor nível de exposição.

A PF estima que até dez presidenciáveis possam precisar de proteção, e o planejamento ainda poderá ser ajustado caso Lula confirme candidatura à reeleição.

Ato da direita reúne pré-candidatos na Avenida Paulista

Lideranças da direita participaram de uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, marcada por clima eleitoral e apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência.

Também estiveram presentes os governadores Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (União-GO), além de outros aliados políticos.

De acordo com O Globo, o movimento ocorreu simultaneamente em ao menos 33 cidades do país, incluindo capitais como Rio de Janeiro, Brasília e Recife.

Protesto tem críticas ao governo e ao STF

O ato teve discursos com críticas ao governo Lula e pedidos pela liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Convocado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), o protesto adotou tom eleitoral e incluiu cobranças contra ministros do Supremo Tribunal Federal.

Segundo a Folha, Flávio Bolsonaro evitou citar nomes diretamente, mas afirmou defender impeachment de ministros que, segundo ele, descumpram a lei.

Falas de lideranças ampliam tensão política

O Estadão noticiou que durante o evento, Nikolas Ferreira e o pastor Silas Malafaia fizeram ataques ao ministro Alexandre de Moraes e também mencionaram o ministro Dias Toffoli.

As declarações reforçaram o discurso de confronto institucional presente na manifestação e aumentaram o tom político do encontro.

Bolsonaro pede unidade entre aliados

Em carta divulgada nas redes sociais de Nikolas Ferreira, o ex-presidente Jair Bolsonaro defendeu diálogo interno no campo da direita e criticou disputas públicas por espaço nas eleições de 2026.

A mensagem veio após divergências entre aliados sobre o apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, indicando tentativa de reduzir ruídos dentro do grupo político.

Ratinho Júnior articula sucessão no Paraná

Mesmo sem anunciar oficialmente quem apoiará na disputa pelo governo do Paraná, Ratinho Júnior (PSD) tem sinalizado preferência pelo secretário estadual das Cidades, Guto Silva (PSD), para a corrida ao Palácio do Iguaçu.

A possível escolha pode alterar o equilíbrio interno do partido e gerar insatisfação entre aliados. As informações são do portal O Globo.

A movimentação também pressiona outras lideranças da sigla. O presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi, que pretende concorrer ao governo, indicou a interlocutores que pode deixar o PSD caso a definição não ocorra até o fim do mês.

Agenda desta segunda

16h – CPMI do INSS: a comissão ouve o presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D’Ávila Assumpção, em sessão voltada ao andamento das investigações.

19h30 – Aula Magna na USP: o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa da abertura do ano letivo de 2026 da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da USP (FEA-USP), com palestra na Aula Magna.

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