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Economia

PIB de 2025 fecha em R$ 12,7 trilhões com destaque para Agropecuária

Serviços e Indústria também registram crescimento, já investimentos tem alta de 16,8%

6 setores da economia brasileira que sentem os efeitos da crise no Oriente Médio

A economia do Brasil encerrou o ano de 2025 com uma elevação de 2,3% no Produto Interno Bruto (PIB) comparado ao exercício de 2024. Esse avanço foi sustentado primordialmente pelo setor agropecuário, que saltou 11,7%, seguido pelo setor de serviços (1,8%) e pela atividade industrial (1,4%).

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na análise específica do quarto trimestre de 2025 contra o terceiro trimestre do mesmo ano, observou-se uma estabilidade com viés positivo de 0,1%, já descontados os efeitos sazonais. Nesse recorte trimestral imediato:

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  • Serviços: incremento de 0,8%
  • Agropecuária: ganho de 0,5%
  • Indústria: queda de 0,7%
  • Investimentos (FBCF): recuo de 3,5%
  • Consumo Interno: as famílias mantiveram o gasto estável (0,0%), enquanto os gastos governamentais subiram 0,6%

Ao confrontar o último trimestre de 2025 com o período homólogo de 2024, a riqueza nacional aumentou 1,8%. A Agropecuária liderou com 12,1% de alta, os Serviços escalaram 2,0% e a Indústria anotou 0,6% de acréscimo. Nesse mesmo comparativo, o consumo público subiu 3,6% e o das famílias 1,0%, contrastando com a retração de 3,1% na Formação Bruta de Capital Fixo.

O montante acumulado nos quatro trimestres de 2025 espelhou a expansão de 2,3% já citada. Os destaques setoriais permaneceram os mesmos: Agropecuária (11,7%), Serviços (1,8%) e Indústria (1,4%). Sob a ótica da despesa, a FBCF progrediu 2,9%, as famílias ampliaram o consumo em 1,3% e o governo em 2,1%.

Em termos monetários, o PIB do quarto trimestre somou R$ 3,3 trilhões, distribuídos em:

  • Serviços: R$ 2,0 trilhões
  • Indústria: R$ 648,4 bilhões
  • Agropecuária: R$ 101,5 bilhões

No fechamento anual, a soma de todas as riquezas produzidas atingiu R$ 12,7 trilhões. Desse total, o consumo familiar representou R$ 8,1 trilhões, enquanto os serviços geraram R$ 7,6 trilhões em valor adicionado. O PIB por habitante (per capita) fixou-se em R$ 59.687,49, uma melhora real de 1,9%.

A taxa de investimento está em 16,8%, enquanto a poupança nacional subiu para 14,4%.

Outros detalhes

Na produção rural e indústria, o salto expressivo de 11,7% no campo derivou de ganhos expressivos em eficiência e volume de colheita. Conforme dados do LSPA/IBGE, as safras de milho (23,6%) e soja (14,6%) bateram recordes históricos, somadas à contribuição positiva da pecuária.

No setor secundário, as Indústrias Extrativas saltaram 8,6%, impulsionadas pelo óleo e gás. A Construção Civil oscilou positivamente 0,5%, favorecida pelo aumento da massa salarial.

Por outro lado, o segmento de utilidade pública (eletricidade, gás e saneamento) retraiu 0,4% devido às tarifas menos favoráveis, e a Indústria de Transformação encolheu 0,2%, prejudicada pelos setores de metalurgia, bebidas e derivados de petróleo.

Na parte de serviços e consumo, as vertentes do setor de serviços prosperaram, com destaque para:

  • Informação e Comunicação: 6,5%
  • Atividades Financeiras e Seguros: 2,9%
  • Transportes e Logística: 2,1%
  • Comércio: 1,1%

Pelo lado da demanda, o consumo das famílias (1,3%) foi amparado por um mercado de trabalho aquecido e transferências de renda, embora tenha ocorrido uma desaceleração frente aos 5,1% de 2024 devido aos juros elevados. A FBCF (2,9%) foi alavancada pela importação de bens de capital e softwares, superando a baixa produção fabril nacional.

Comércio Exterior

As vendas externas (exportações) cresceram 6,2%, puxadas por petróleo e commodities agrícolas, enquanto as aquisições internacionais (importações) subiram 4,5%. No balanço final do quarto trimestre:

  • O PIB registrou o 20º trimestre consecutivo de alta na comparação anual (+1,8%)
  • A pecuária e safras de fumo (29,8%) e laranja (28,4%) sustentaram o campo
  • A Indústria Extrativa disparou 12,0%, mas a Transformação caiu 2,0% e a Construção cedeu 2,9%

O superávit comercial em bens e serviços totalizou R$ 44,6 bilhões, com o Valor Adicionado somando R$ 11,0 trilhões e os impostos líquidos totalizando R$ 1,8 trilhão no balanço de encerramento de 2025.

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