A Oceânica Engenharia informou na última terça-feira (10) que firmou contratos de longo prazo com a Petrobras. As informações são do InfoMoney.
Os documentos somam de cerca de US$ 736 milhões, o que transforma o backlog da estatal para cerca de R$ 12 bilhões.
As operações devem começar no primeiro semestre de 2027 e seguem até 2031, totalizando quatro anos de contrato.
A companhia Oceânica Engenharia oferece serviços de consultoria para planejamento de negócios, conhecido também como backlog. É uma estratégia logística para trazer melhor desempenho às empresas.
Para a Petrobras, isso pode significar uma nova etapa de planejamento estratégico e capacidade de ampliar a produção offshore.
A confirmação do contrato vem em um momento de preocupação pela demanda global de petróleo. Nesse cenário, a estatal se favorece visto sua capacidade de extração e produção da commodity, voltadda especialmente à exportação.
Brasil não possui exposição direta ao conflito
Apesar do cenário de instabilidade no Oriente Médio, a exposição direta do Brasil ao conflito é considerada limitada, visto que o país é exportador de petróleo bruto. Ainda que a importação de derivados seja alta, especialmente para o diesel, a participação de países do Golfo Pérsico como fornecedores é relativamente pequena.
O MME criou uma Sala de Monitoramento do Abastecimento para analisar essa questão, que acompanha diariamente as condições do mercado nacional e internacional de combustíveis em articulação com órgãos reguladores e com os principais agentes do setor nos elos de fornecimento primário e distribuição.
Segundo o governo, o objetivo é identificar rapidamente eventuais riscos ao abastecimento e coordenar as medidas necessárias para preservar a segurança energética e a normalidade do fornecimento de combustíveis no país.
Petrobras diz que demanda de petróleo não será afetada
A Petrobras, empresa estatal brasileira de produção de petróleo, afirmou na última segunda-feira (2) que não há risco de interrupção das importações e exportações da commodity no momento.
No último sábado (28), o início da guerra entre Estados Unidos e Irã paralisou o mundo em relação à exportação de petróleo, visto o bloqueio do Estreito de Ormuz. Vale destacar que, apesar do Brasil contar com extração nacional de petróleo, boa parte do combustível em formato de gasolina e outros combustíveis ainda é, em sua maior parte, importado.
O Estreito de Ormuz é dominado pelo governo iraniano e uma maneira de fechar a região seria através da instalação de minas marítimas, uso de embarcações rápidas armadas, submarinos e mísseis costeiros, de acordo com a Politize!.
Isso impacta todo o comércio marítimo, além da economia mundial. Funciona assim: com a principal via de petróleo e gás natural fechada, a demanda por esses combustíveis seguiria aumentando, o que consequentemente aumenta o preço das commodities.
Porém, em nota enviada ao CNN Money, a empresa disse que possui rotas alternativas fora da região de conflito. Dessa forma, a estatal afirma que conta com uma estratégia que “dá segurança e custos competitivos para as operações da companhia, preservando as margens”. Na prática, pode trazer alívio ao bolso dos consumidores, visto que a demanda não está completamente comprometida.
“Os fluxos de importação da Petrobras são majoritariamente fora da região de crise e as poucas rotas que existem podem ser redirecionadas”, relata a companhia.

