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Geopolítica

Como o aumento do petróleo ajuda a promover a Guerra entre Rússia e Ucrânia?

Enquanto o conflito no Irã seguir, os russos se beneficiam comercialmente

Como o aumento do petróleo ajuda a promover a Guerra entre Rússia e Ucrânia?

A guerra no Oriente Médio pode ajudar a Rússia a financiar outro conflito em andamento: a guerra com a Ucrânia. O Ministério da Defesa do Reino Unido avalia que os preços elevados do petróleo dão “certamente” um impulso de curto prazo para as contas públicas russas, o que pode ser usado no conflito com o país vizinho. As informações são do Broadcast.

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O parecer foi divulgado nesta sexta-feira (13) pela atualização da área de inteligência do departamento britânico sobre a Ucrânia. O ministério alega que enquanto o conflito no Irã seguir, a Rússia se beneficia do aumento global de petróleo.

Isso acontece porque, conforme explicou O Brasilianista, a Rússia garantiu posição estratégica no mercado de petróleo em meio ao bloqueio de um dos principais canais de distribuição do combustível no Oriente Médio.

Segundo o InfoMoney, a Rússia passou a vender barris de petróleo com lucro de US$ 4, visto que antes o país oferecia barris com desconto de US$ 15.

Para os países que mais dependem de petróleo do que exportam, os mais prejudicados são China, Índia, Coreia do Sul e Japão.

Praticamente todo o petróleo que abastece essas nações passa pelo Estreito de Ormuz, agora bloqueado. Já a Europa enfrenta dificuldades com o gás natural.

O que é o Estreito de Ormuz e como seu bloqueio afeta a demanda de petróleo?

O Estreito de Ormuz é dominado pelo governo iraniano e uma maneira de fechar a região seria através da instalação de minas marítimas, uso de embarcações rápidas armadas, submarinos e mísseis costeiros, de acordo com a Politize!.

Isso impacta todo o comércio marítimo, além da economia mundial. Funciona assim: com a principal via de petróleo e gás natural fechada, a demanda por esses combustíveis seguiria aumentando, o que consequentemente aumenta o preço das commodities.

Além do risco do produto não chegar ao destino final, os valores pagos por petróleo seriam mais altos do que normalmente, visto que a produção de distribuição estariam comprometidas.

Em meio ao bloqueio do Estreito e ataques a territórios iranianos, foi criado um vácuo de poder e elevou o risco de um conflito prolongado no Oriente Médio, afetando não apenas bolsas internacionais, mas também a percepção sobre o real e investimentos no Brasil.

Brasil não possui exposição direta ao conflito

Apesar do cenário de instabilidade, a exposição direta do Brasil ao conflito é considerada limitada, visto que o país é exportador de petróleo bruto. Ainda que a importação de derivados seja alta, especialmente para o diesel, a participação de países do Golfo Pérsico como fornecedores é relativamente pequena.

MME criou uma Sala de Monitoramento do Abastecimento para analisar essa questão, que acompanha diariamente as condições do mercado nacional e internacional de combustíveis em articulação com órgãos reguladores e com os principais agentes do setor nos elos de fornecimento primário e distribuição.

Segundo o governo, o objetivo é identificar rapidamente eventuais riscos ao abastecimento e coordenar as medidas necessárias para preservar a segurança energética e a normalidade do fornecimento de combustíveis no país.

Petrobras, empresa estatal brasileira de produção de petróleo, afirmou na última segunda-feira (2) que não há risco de interrupção das importações e exportações da commodity no momento.

Apesar do Brasil contar com extração nacional de petróleo, boa parte do combustível em formato de gasolina e outros combustíveis ainda é, em sua maior parte, importado.

Porém, em nota enviada ao CNN Money, a empresa disse que possui rotas alternativas fora da região de conflito. Dessa forma, a estatal afirma que conta com uma estratégia que “dá segurança e custos competitivos para as operações da companhia, preservando as margens”. Na prática, pode trazer alívio ao bolso dos consumidores, visto que a demanda não está completamente comprometida.

“Os fluxos de importação da Petrobras são majoritariamente fora da região de crise e as poucas rotas que existem podem ser redirecionadas”, relata a companhia.

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