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Economia

Gasolina a R$ 9 em SP? Qual a relação do preço dos combustíveis com a privatização da BR Distribuidora?

Os consumidores brasileiros estão pagando valores altos pelos combustíveis

Gasolina a R$ 9 em SP? Qual a relação do preço dos combustíveis com a privatização da BR Distribuidora?

Postos em São Paulo estão elevando preços de forma desproporcional, mesmo sem aumentos por parte da Petrobras. De acordo com a Agência Brasil, há relatos de venda do litro da gasolina por R$ 9 sem justificativa eminente.

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Apesar do aumento do preço internacional do petróleo causado pela guerra no Oriente Médio, o Brasil é produtor da commodity e não carece da demanda do Estreito de Ormuz, pelo menos em primeiro momento. Dessa forma o aumento expressivo da gasolina em São Paulo não está relacionado somente à instabilidade do cenário internacional.

Especialistas e entidades do setor de petróleo ouvidos pela Agência Brasil apontam que a privatização da BR Distribuidora — principal distribuidora do petróleo do país — eliminou o controle estratégico do Estado sobre a cadeia de fornecimento.

Esse fator contribui para que o Brasil não tenha ferramentas institucionais para frear a especulação em momentos de crise.

Ao mesmo tempo, para a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a percepção é de que o conflito no Irã está sendo usado de pretexto para distribuidoras e revendedoras aplicarem margens de lucro excessivas, podendo aumentar em até 40% o preço final para os consumidores.

Privatização tirou a verticalização da Petrobras

Segundo o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, em entrevista à Agência Brasil, esse aumento de preços acontece devido à privatização das subsidiárias da Petrobras que atuam na distribuição dos combustíveis, a BR Distribuidora e a Liquigás. Isso tira a estrutura verticalizada que a estatal possuía.

O aumento dos valores ainda prejudica a inflação, ou seja, aumenta os valores de diversos produtos e diminui o poder de compra dos brasileiros.

Para Geraldo de Souza Ferreira, professor de Engenharia de Petróleo da Universidade Federal Fluminense (UFF), também em entrevista à Agência Brasil, retirar a empresa do setor público retira do Estado o poder de fazer intervenções em momentos de crise.

Além disso, a atuação estatal no setor de petróleo é estratégica. “O petróleo e seus derivados são importantes para segurança energética do país e para manutenção de várias outras atividades. Esses produtos são fundamentais para a sociedade. Então, tem que ter um certo nível de controle”, afirmou Ferreira.

Controladora da BR Distribuidora é investigada pelo Cade

Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu uma investigação para apurar se a Vibra Energia, antiga BR Distribuidora, adotou práticas anticompetitivas no fornecimento de combustível para aviação no Brasil.

O inquérito foi instaurado após denúncia da Rede Sol, que questiona o encerramento de um contrato e o acesso a uma estrutura considerada estratégica para o abastecimento aéreo.

A apuração pode impactar o ambiente concorrencial do setor e é acompanhada de perto por empresas e investidores, já que envolve uma das maiores companhias de energia do país. As informações são do O Brasilianista.

Fechamento do Estreito de Ormuz é prejudicial para a economia do mundo todo

O Estreito de Ormuz é dominado pelo governo iraniano e uma maneira de fechar a região seria através da instalação de minas marítimas, uso de embarcações rápidas armadas, submarinos e mísseis costeiros, de acordo com a Politize!.

Isso impacta todo o comércio marítimo, além da economia mundial. Funciona assim: com a principal via de petróleo e gás natural fechada, a demanda por esses combustíveis seguiria aumentando, o que consequentemente aumenta o preço das commodities.

Além do risco do produto não chegar ao destino final, os valores pagos por petróleo seriam mais altos do que normalmente, visto que a produção de distribuição estariam comprometidas.

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