O ministro Carlos Pires Brandão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), manteve a prisão preventiva de Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência). A decisão foi tomada no dia 13 e divulgada nesta quinta-feira (19).
Antunes é investigado devido aos aportes feitos pelo Rioprevidência no Banco Master. As aplicações somaram R$ 970 milhões e foram feitas de novembro de 2023 a julho de 2024 sem estudos técnicos e graças a alterações em normas internas para facilitar a transferência dos recursos.
A prisão temporária de Antunes foi convertida em preventiva pela Justiça Federal após indícios de interferência na coleta de provas, como a formatação de sistemas de câmeras de segurança, a movimentação de malas entre imóveis e a reorganização de patrimônio com veículos de luxo durante as apurações.
Indicado do Rueda

Antônio Rueda/Twitter)
Antunes foi nomeado para o cargo por Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro, a pedido de Antônio Rueda, presidente do União Brasil e deixou o posto em 23 de janeiro deste ano. Dez dias depois, foi preso em Itatiaia (RJ), após desembarcar no Aeroporto de Guarulhos.
Os aportes do Rioprevidência representam quase 50% de todas as operações firmadas entre fundos de previdência de servidores públicos e o Master. Segundo o Ministério da Previdência Social, 19 entes federativo, entre governos estaduais e prefeituras, destinaram quase R$ 1,9 bilhão de recursos de seus regimes próprios de previdência social (RPPS) em letras financeiras do banco de Daniel Vorcaro.

