O valor de mercado da Petrobras subiu quase 20% desde o início da guerra dos Estados Unidos e Irã, de acordo com um levantamento do Broadcast. Isso acontece em meio a uma alta de aproximadamente 50% no petróleo Brent nesse mesmo período em meio ao bloqueio do Estreito de Ormuz, principal canal de transporte de combustíveis fósseis do mundo.
Durante o mês de março, a estatal brasileira aumentou seu valor de mercado para US$ 127,5 bilhões, uma elevação de 18,9% e o que representa o maior aumento entre as dez maiores petroleiras mundiais.
O período rendeu seis recordes de máxima histórica em reais, especialmente na última quarta-feira (18), em que ganhou R$ 108 bilhões e atingiu valor de R$ 640 bilhões.
No entanto, a companhia não é impactada pelo conflito, visto que possui rotas alternativas fora da região em guerra. Dessa forma, a demanda da estatal não fica comprometida e pode, inclusive, aumentar. As informações são do O Brasilianista.
Competitividade com as companhias globais
A Petrobras aumentar suas vendas e produção é visto como positivo, mas suas concorrentes mundiais ainda mostram negociações mais caras e melhores retornos.
Para especialistas entrevistados pelo Broadcast, isso acontece principalmente devido a fatores domésticos ligados ao fato de que o Brasil é um país emergente.
Risco de intervenção governamental, incertezas na política de preços de combustíveis, custo de capital elevado associado ao país e dificuldade de financiamento são alguns desses motivos.
O valor de mercado da Petrobras fica mais volátil ao preço do petróleo nesse cenário, mas o efeito inverso pode acontecer e trazer sérios prejuízos à companhia eventualmente.
Na prática, o valor que o mercado deseja pagar pela ação da Petrobras fica limitado, especialmente para os investidores estrangeiros.
Reduções dos impostos podem abrir espaço para a Petrobras internacionalmente
Uma determinação do governo federal implicou em um reajuste de R$ 0,38 no preço do diesel A para as distribuidoras da Petrobras.
Segundo informações da CNN, o ajuste representa uma redução de R$ 0,32 por litro sobre o diesel B — aquele comercializado nos postos —, considerando a mistura obrigatória de 85% de diesel A e 15% de biodiesel.
Assim, o preço médio do diesel A praticado pela Petrobras para as distribuidoras será de R$ 3,65 por litro, enquanto a participação da estatal no preço do diesel B (nos postos) será, em média, de R$ 3,10.
Nesta semana, segundo o Broadcast, o governo propôs que os Estados zerem o ICMS sobre importação do diesel por dois meses. Essas medidas garantiriam uma melhor competitividade com os concorrentes globais.
Ao mesmo tempo, os dividendos da Petrobras seguem como um dos atrativos essenciais para a busca pelas ações da empresa. No entanto, não há nova previsão de distribuição dos proventos.
Conforme O Brasilianista mostrou, o Itaú Unibanco foi a empresa que mais pagou seus acionistas com dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) no ano de 2025, desbancando a Petrobras, que detinha a liderança pelos últimos três anos.

