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Economia

CNI lança Agenda Legislativa da Indústria; veja quais pontos preocupam o setor

Documento reúne propostas estratégicas e aponta desafios ligados a custos, produtividade e regras trabalhistas

CNI lança Agenda Legislativa da Indústria; veja quais pontos preocupam o setor

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou, na última terça-feira (24), a nova edição de sua agenda legislativa, reunindo propostas que o setor considera estratégicas para o país. O documento lista 135 projetos em tramitação no Congresso Nacional, com diferentes níveis de apoio entre os empresários.

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A maior parte das propostas analisadas pela indústria conta com apoio do setor produtivo, enquanto uma parcela relevante ainda enfrenta divergências. Entre os temas mais sensíveis estão mudanças nas regras de trabalho, custos empresariais e políticas de incentivo à economia.

Segundo a Agência Câmara de Notícias, cerca de 60% das proposições são favoráveis à indústria, enquanto os outros 40% ainda geram discordâncias entre representantes do setor.

Jornada de trabalho entra no centro do debate

Entre os projetos que mais geram discussão está a proposta de redução da jornada semanal, que prevê uma nova organização do tempo de trabalho. A medida aparece entre as prioridades, mas não tem consenso dentro da própria indústria.

O deputado Sergio Souza afirmou que mudanças como o fim da escala tradicional podem trazer dificuldades operacionais, principalmente para pequenos negócios. “Vamos imaginar uma padaria, onde o proprietário da padaria levanta às três da manhã. Lá pelas sete ele está abrindo com três, quatro funcionários, e ele vai fechar lá pelas oito horas da noite. Como é que ele vai tocar? Ele vai ter que dobrar o número de trabalhadores e o salário não vai reduzir. Mas vai aumentar o fluxo de venda dele? Não vai”, disse Souza.

A avaliação de empresários é que alterações desse tipo precisam ser analisadas com cautela, levando em conta a realidade de diferentes setores da economia.

Custos elevados preocupam empresários

Outro ponto destacado pela indústria é o aumento contínuo dos custos para as empresas. A carga tributária, os juros e os gastos com energia aparecem como fatores que pressionam a competitividade nacional.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, defendeu que decisões econômicas sejam tomadas com equilíbrio, especialmente em períodos de maior sensibilidade política. “Eu tenho dito ultimamente que eu agradeço a Deus que o Paraguai seja pequeno, porque senão o êxodo de indústrias que estariam indo para o Paraguai seria muito maior. Mas mesmo assim não significa que ele não pode absorver ainda mais demandas de indústrias que estariam gerando emprego e renda aqui no Brasil”, disse.

Segundo a Agência Senado, Alban também criticou o cenário de juros elevados, baixa produtividade e custos energéticos, apontando que esses fatores dificultam o crescimento da indústria no país.

Projetos prioritários e expectativa no Congresso

A agenda inclui uma lista reduzida de propostas consideradas essenciais, chamada de pauta mínima. Entre elas estão iniciativas voltadas ao crédito para exportação, regulação de novas tecnologias, concessões e políticas industriais.

Também fazem parte do conjunto medidas relacionadas à empregabilidade, regras previdenciárias e acordos internacionais. Algumas já avançaram no Congresso, enquanto outras ainda aguardam votação ou sanção.

O deputado Rodrigo Rollemberg afirmou que um dos projetos mais relevantes, voltado à política industrial, pode ser analisado pelo plenário já nas próximas semanas, o que aumenta a expectativa do setor produtivo.

No Senado, parlamentares também destacaram avanços;. recentes, como a reforma tributária, além da importância de iniciativas que estimulem inovação e geração de empregos.

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