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Economia

Produtividade no Brasil tem avanço “tímido” entre 2019 e 2025

O Banco Central aponta que o crescimento limitado está ligado a agropecuária e realocação de trabalhadores entre setores da economia

Produtividade no Brasil tem avanço “tímido” entre 2019 e 2025

O Banco Central (BC), por meio de seu Relatório de Política Monetária mais recente, classificou como “tímido” o avanço da produtividade do trabalho no Brasil entre 2019 e 2025. Segundo a autoridade monetária, esse resultado derivou, em grande medida, da eficiência do agronegócio e do movimento de profissionais migrando para ramos de atividade com maior rendimento produtivo.

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De acordo com o G1, a análise do BC revela que a evolução da produtividade é drasticamente menor quando se desconsidera o setor agropecuário. Sem esse segmento, o crescimento acumulado desde 2019 cai para 1,1%, representando uma média anual de apenas 0,2%. O relatório enfatiza que:

  • Agropecuária: foi o pilar do avanço no período, conseguindo elevar a produção ao mesmo tempo em que reduzia o total de postos de trabalho ocupados.
  • Serviços: contribuiu positivamente, fator que o BC atribui preliminarmente à digitalização e a novas estruturas de gestão.
  • Outras Áreas: diversos setores registraram impactos nulos ou até prejudiciais ao índice de produtividade geral.

Cronologia por período

O comportamento dos indicadores foi instável nos últimos anos:

  • 2020: ocorreu um salto atípico causado pela pandemia, pois a queda na geração de riqueza (VAB) foi menor do que a redução drástica da mão de obra ativa.
  • 2021-2022: houve uma reversão dessa alta, com os índices retornando a patamares próximos da estagnação.
  • 2023: uma nova elevação significativa foi registrada, sustentada por colheitas recordes no campo.
  • 2024-2025: O ritmo de expansão voltou a arrefecer, mantendo-se em níveis comedidos.

O Banco Central alerta que a baixa evolução da produtividade, somada ao esgotamento da oferta de mão de obra, refletido pela baixa taxa de desemprego e pelo envelhecimento populacional, impõe um teto ao crescimento do país.

Para a instituição, sem avanços reais na eficiência produtiva, o aquecimento da demanda tende a se converter em pressões inflacionárias, uma vez que os custos do trabalho não estão sendo compensados por ganhos de rendimento.

Escalas e tipos de contratação

A produtividade das pessoas pode estar ligada a fatores como formas e escalas de trabalho. Segundo O Brasilianista, a avaliação de especialistas é de que a produtividade dos trabalhadores é um dos principais fatores considerados pelas empresas na escolha do tipo de contratação.

Organizações que priorizam estabilidade e reputação tendem a manter vínculos formais, mesmo com custos mais elevados, por entenderem que isso pode favorecer a continuidade e a eficiência do trabalho.

Também são levados em conta aspectos estratégicos ligados ao desempenho das equipes, como controle das atividades e ganho de produtividade. Nesse contexto, a relação entre custo do trabalho e produtividade não é direta, sendo influenciada por múltiplos fatores que vão além da despesa com contratação.

Vale ressaltar, também, que o fator de produtividade é bastante utilizado para quem defende o fim da escala 6×1. O Brasilianista aponta que 71% dos brasileiros são a favor do fim da escala 6×1, enquanto 27% se dizem contrários e 3% não responderam.

Em relação aos impactos na produtividade, o estudo mostra divisão de percepções: 39% avaliam que a redução da jornada teria efeitos positivos para as empresas, enquanto outros 39% consideram que haveria impactos negativos.

76% dos trabalhadores afirmam que a mudança seria positiva para a qualidade de vida. No debate público sobre o tema, defensores da proposta argumentam que jornadas menores podem estar associadas a ganhos de produtividade, além de redução do estresse e melhora da saúde mental dos trabalhadores.

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