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Economia

Setor agro ajuda a manter saldo positivo da produtividade do trabalho no Brasil

Os resultados do trabalho formal em 2025 foram impulsionados pela área

Setor agro ajuda a manter saldo positivo da produtividade do trabalho no Brasil

A produtividade do trabalho no Brasil manteve o desempenho de 2024, de crescimento de 0,4%, seguindo muito abaixo da variação analisada em 2023 pelo Observatório da Produtividade Regis Bonelli, do Instituto Brasileiro de Economia (FGV Ibre), de um avanço de 2,3%.

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Segundo o Valor Econômico, especialistas reiteram que 2023 foi um ano excepcional e os resultados mais recentes voltam à média histórica baixa de produtividade entre os brasileiros. Além disso, a alta do ano passado só aconteceu devido ao avanço do setor de agropecuária.

Em relação aos dados iniciais de 2026, o relatório que mostra os resultados de fevereiro indica que a criação de empregos formais foi de 255.321 vagas, com queda de 42,0% ante o mesmo período do ano passado. Todos os setores, com exceção do agro, arrefeceram.

No total, foram 2.381.767 admissões e 2.126.446 desligamentos, desempenho abaixo das expectativas do mercado, estimada em 270 mil vagas. O saldo confirma a trajetória de desaceleração observada nos últimos meses.

“Embora o resultado de 2025 tenha sido impulsionado em parte pelo efeito de calendário, visto que o Carnaval ocorreu em março e elevou o número de dias úteis de fevereiro, a fragilidade do mercado em 2026 é evidenciada pela comparação com fevereiro de 2024 (307.748 vagas), período que compartilhou a mesma sazonalidade de feriados e, ainda assim, apresentou saldo 17,0% superior ao atual”, indicou o estudo.

No acumulado do primeiro bimestre de 2026 (janeiro e fevereiro), o saldo totalizou 370.339 postos formais, provenientes de 4.620.228 admissões e 4.249.889 desligamentos. O resultado representa uma queda de 37,8% em relação ao acumulado de janeiro e fevereiro de 2025 (594.953 vagas) e uma retração de 23,0% frente ao mesmo período de 2024 (480.922 vagas).

Além disso, o saldo acumulado em 12 meses atingiu 1.047.024 postos, valor 41,6% inferior ao observado no período anterior e o menor patamar da série desde março de 2021, o que reforça o cenário de arrefecimento do mercado de trabalho.

Agro “camufla” resultados totais de 2025

De acordo com o Valor Econômico, a produtividade da agropecuária ajudou a contribuir com os resultados de 2025, com um aumento de 13,2% nas vagas formais de emprego.

Em fevereiro de 2026, todos os setores registraram saldo positivo de empregos formais, mas impulsionado pelo setor de Serviços (177.953 vagas), seguido pela Indústria (32.027) e pela Construção (31.099).

Na comparação com fevereiro de 2025, todos os segmentos exibiram forte retração: Comércio (-87,3%), Agropecuária (-60,2%), Indústria (-54,7%), Serviços (-31,8%) e Construção (-22,2%).

O setor agro em fevereiro deste ano registrou 8.123 criações de vagas, um recuo significativo dos mais de 20,4 mil empregos criados no mesmo período do ano passado.

Setor agro em destaque na economia

Além da criação de empregos, a agropecuária brasileira foi o principal motor da economia em 2025, registrando crescimento de 11,7% sobre 2024, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desempenho do setor ajudou a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), que avançou 2,3% no ano, representando cerca de um terço do crescimento total da economia.

Ainda, onúmero de empresas de agropecuária que participam das exportações cresceu 60,8% em 10 anos. Em 2015, eram 1.440 CNPJs com essa característica, que passou para 2.316 em 2025, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Para especialistas, a expansão da produção agrícola impulsiona a entrada de novas empresas na comercialização internacional de produtos tradicionais do setor. A aprimoração de tecnologias e novas culturas ampliam as oportunidades de inserção no comércio exterior, em especial para pequenas empresas.

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