A região metropolitana e interior de São Paulo estão cada vez mais se consolidando como os principais polos do mercado de condomínios logísticos, muito impulsionados pelo e-commerce.
De acordo com a Exame, com dados da CBRE, o primeiro trimestre de 2026 contou com a absorção bruta de 1,1 milhão de metros quadrados para espaços logísticos no Brasil, uma alta de 83% na comparação anual. A absorção líquida, por sua vez, subiu 358% para 562 mil m².
Os dados evidenciam que a localização é ponto chave para boa parte desses galpões. Em São Paulo, foram entregues cerca de 269 mil metros quadrados no raio de até 120 quilômetros da capital, sendo que 96% das novas entregas estão localizadas em um raio de até 30 km da cidade. A região metropolitana representa 62% da absorção bruta do país.
Cidades como Cajamar, Guarulhos, Barueri e Jundiaí são algumas regiões protagonistas dos centros logísticos. Enquanto Guarulhos se aproveita da proximidade do aeroporto e rodovias importantes, Cajamar já está consolidado no mercado, ao mesmo tempo que Barueri e Jundiaí se mostram como novas alternativas com estrutura para galpões.
Já Araçariguama, Atibaia e Campinas, no interior paulista, ganham espaço como mercados complementares.
Porém, os empreendimentos ficam mais caros com a proximidade da capital. Quanto mais perto da cidade de São Paulo um centro logístico fica, os valores de locação podem alcançar R$ 50 por metro quadrado.
Em Cajamar e Barueri, os preços ficam entre R$ 26 e R$ 42, enquanto mercados em Campinas, Sorocaba e Vale do Paraíba, o aluguel do espaço se situa entre R$ 22 e R$ 27.
O real problema é o aumento da demanda e maior necessidade de precisão logística. As vagas próximas de São Paulo são apenas 7% dos espaços disponíveis na região, o que pode mudar — e muito — o valor de entrega dos produtos. Em conjunto, as empresas empresas de e-commerce e indústria são cerca de 70% dos ocupantes desses espaços, com cada vez mais demanda.
Centros logísticos fora de São Paulo
Em outros estados, como o Rio de Janeiro, a absorção bruta somou 88 mil metros quadrados, ainda de acordo com a Exame, mas a líquida caiu em 38 mil metros quadrados, após a devolução de áreas por um grande ocupante.
As vagas para espaços logísticos no Rio ainda é baixa, próxima de 12%, com preços que variam entre R$ 18 e R$ 55 por metro quadrado.
Já em Minas Gerais, por exemplo, a absorção líquida foi positiva em 64 mil metros quadrados, ainda que a taxa de vagas disponíveis seja de 5,8%. As principais entregas estão concentradas no entorno de Belo Horizonte.
Regiões como Contagem, Betim e Extrema seguem como principais polos, com aluguéis entre R$ 22 e R$ 35 por metro quadrado. Apesar do cenário mais equilibrado, o cenário do mercado logístico está mudando, com maior pressão sobre os preços.
Além do maior custo para os empreendedores, os consumidores podem sentir no bolso a “falta de espaço” para o caminho das mercadorias.

