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Geopolítica

Pena de morte nos EUA terá ampliação dos métodos de execução

O papa Leão XIV condena a atitude do governo de Donald Trump

Pena de morte nos EUA terá ampliação dos métodos de execução

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos aprovou e anunciou a ampliação de métodos de execução em casos federais.

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Segundo o Uol, métodos como o pelotão de fuzilamento, eletrocussão e asfixia com gás foram inseridos nas possibilidades, além da injeção letal.

A medida é justificada pela dificuldade em obter medicamentos para formar a injeção letal. Por isso, a alteração permitiria que as execuções legais seguissem em casos de falta de remédio.

Para o procurador-geral interino, Todd Blanche, o governo anterior deixou de pedir a punição máxima em casos graves e, agora, o Departamento de Justiça retomaria protocolos utilizados no primeiro governo Trump na intenção de acelerar processos internos.

“A administração anterior descumpriu seu dever de proteger o povo americano ao se recusar a solicitar e implementar a punição máxima contra os criminosos mais perigosos, incluindo terroristas, assassinos de crianças e assassinos de policiais”, afirmou em comunicado. As informações ainda são do Uol.

Como funciona a pena de morte nos EUA?

A pena de morte é uma das possibilidades de condenação em processo criminais norte-americanos. Em geral, ela é aplicada principalmente pelos estados, mas o governo federal pode solicitar execuções para certos crimes, desde que sejam prisioneiros do sistema federal.

Em seu primeiro mandato, Trump retomou as execuções federais depois de um hiato de 17 anos. O republicano se tornou, até o fim do seu mandato anterior, o primeiro presidente em 120 anos a ordenar mais execuções a criminosos.

Atualmente, cinco estados autorizam pelotão de fuzilamento, sendo que a Carolina do Sul é a única que utilizou esse método nos últimos anos. Por sua vez, nove estados liberam a eletrocussão, apesar de não ser usado desde 2020.

A pena de morte foi proibida em 23 dos 50 estados dos EUA, enquanto outros três estão atualmente em debates sobre a possibilidade de abolir a medida. Califórnia, Oregon e Pensilvânia são exemplos de estados que mantêm a pena de morte, mas com suspensão das execuções.

Papa Leão XIV condena a pena de morte nos EUA

Enquanto o governo Trump amplia os métodos de execução de presos federais, O papa Leão XIV, na mira do partido republicano, também condenou recentemente a pena de morte e pediu sua abolição nos Estados Unidos.

O pontífice declarou à Universidade DePaul, em Chicago, que a Igreja Católica ensina que toda vida humana é sagrada. “O direito à vida é o próprio fundamento de todos os outros direitos humanos”, disse.

Nesse sentido, ele ainda acrescentou que os sistemas penitenciários eficazes têm o poder de proteger cidadãos e preservar a possibilidade de redenção. O papa também condenou “o ato de tirar a vida das pessoas” e “a pena capital”.

O primeiro americano a comandar a Igreja Católica também condenou os ataques dos EUA e Israel contra o Irã nas últimas semanas. Isso causou um forte embate com alguns políticos do Partido Republicano, questionando o líder religioso em termos teológicos e defendendo a posição de Trump.

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