O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou neste domingo (26) uma mensagem indicando solidariedade ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o ataque ao republicano durante evento no último sábado (25).
Lula também manifestou sua solidariedade à primeira-dama Melania Trump e aos participantes do jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, que aconteceu em Washington, nos Estados Unidos.
O jantar é um evento anual e reunia mais de 2 mil convidados, entre jornalistas e autoridades. O presidente dos EUA foi retirado pelo Serviço Secreto após ouvirem o som de tiros.
Em publicação nas suas redes sociais, Lula disse que o Brasil “repudia veementemente o ataque” e ainda afirmou que a violência política seria uma “afronta aos valores democráticos”.
“Minha solidariedade ao presidente Donald Trump, à primeira-dama Melania Trump e a todos os presentes no jantar com correspondentes em Washington. O Brasil repudia veementemente o ataque de ontem à noite. A violência política é uma afronta aos valores democráticos que todos devemos proteger”, escreveu na rede social X (antigo Twitter).
Minha solidariedade ao presidente Donald Trump, à primeira-dama Melania Trump e a todos os presentes no jantar com correspondentes em Washington. O Brasil repudia veementemente o ataque de ontem à noite. A violência política é uma afronta aos valores democráticos que todos…
— Lula (@LulaOficial) April 26, 2026
Como foi o ataque?
Conforme mostrado pelo O Brasilianista, um atirador invadiu o evento, atirando contra os seguranças e o presidente, causando um forte tumulto no local.
Segundo a BBC, o suspeito do ataque se chama Cole Tomas Allen, que afirmou ter como alvo autoridades ligadas ao presidente americano. A motivação, no entanto, ainda não foi confirmada.
Houve troca de tiros e um agente de segurança foi atingido, mas conseguiu se proteger por utilizar colete à prova de balas. Fontes que estavam no local afirmaram que foram disparados entre cinco e oito tiros no momento do incidente.
Trump e a polícia americana confirmaram que o homem agiu sozinho, como um “lobo solitário”. “Essas pessoas são loucas. São pessoas loucas, e precisam ser contidas.”, afirmou o presidente americano.
Além do presidente, estavam presentes neste evento o vice-presidente J.D. Vance; a primeira-dama, Melania Trump; e o secretário de Estado, Marco Rubio.
Críticas recentes de Lula à Trump
Apesar da manifestação de solidariedade, Lula e Trump vem trocando farpas e indiretas ao longo dos últimos meses. O chefe de Estado brasileiro vem alegando que não concorda com a política adotada por Trump.
O presidente Lula declarou na última semana, em entrevista concedida ao El País em Brasília, que o presidente dos Estados Unidos “não tem direito de se levantar pela manhã e ameaçar um país”, comentando sobre a atuação americana em conflitos internacionais.
Para o brasileiro, Trump “está jogando um jogo muito equivocado” ao adotar uma estratégia baseada no poder econômico, tecnológico e militar dos EUA como instrumento de pressão sobre outros países. Ele faz referência, principalmente, aos ataques do Irã e o conflito gerado no Oriente Médio.
“Quando alguém é chefe de Estado deve respeitar a soberania de outros países”, disse Lula ao defender limites para ações unilaterais e decisões que envolvem intervenções internacionais.
Nesta semana, os governos também ficaram estremecidos após um pedido dos Estados Unidos para a remoção de um delegado da Polícia Federal (PF) do território norte-americano.
A autoridade brasileira estaria envolvida no caso da prisão de Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Na última terça-feira (21), durante sua viagem à Alemanha, o presidente Lula falou com jornalistas que o governo deve aplicar a reciprocidade caso a remoção do delegado seja efetuada.

