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Política

Marina Silva defente fim da escala 6 x1 em ato no Dia do Trabalho

A ministra critica redução de penas por atos de 8 de janeiro e reforça defesa de mudanças na carga horária semanal

Marina Silva defente fim da escala 6 x1 em ato no Dia do Trabalho

A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou que a pena para envolvidos nos ataques de 8 de janeiro “deveria ser maior” e classificou propostas de anistia como “vergonha”, durante ato do Dia do Trabalhador realizado em São Paulo, segundo o Poder360.

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Declarações sobre anistia marcam discurso em ato

Marina Silva fez críticas diretas às propostas que discutem anistia para condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, ao discursar na Praça Franklin Roosevelt, no centro da capital paulista.

Durante a fala, a ex-ministra afirmou que os envolvidos se escondem “atrás da multidão” e defendeu punições mais severas.

Marina declarou que “a pena para eles não deveria ser menor, deveria ser maior” e, ao final do discurso, reforçou a posição com o grito de “sem anistia”.

A manifestação ocorreu em um contexto de mobilização política e social no Dia do Trabalho, com a presença de lideranças e movimentos.

Defesa da redução da jornada de trabalho ganha espaço

Marina também abordou a discussão sobre a escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias seguidos com apenas um de descanso. A ex-ministra afirmou que essa jornada não garante recuperação adequada, especialmente para mulheres.

Durante o discurso, ela declarou que “quando você só tem 1 dia, isso não é descanso”, destacando que muitas trabalhadoras utilizam o período para atividades domésticas, o que amplia o desgaste físico e mental.

A ex-ministra também argumentou que a redução da jornada pode contribuir para o aumento da produtividade e a melhoria das condições de trabalho, tema que tem sido discutido em diferentes propostas legislativas em tramitação no Congresso.

Publicação em rede social reforça posicionamento

A ex-ministra também se manifestou sobre o tema em um story publicado no Instagram, no qual reforçou a defesa do fim da escala 6×1 e a igualdade salarial entre homens e mulheres.

Na publicação, Marina afirmou: “Pelo fim da extenuante jornada 6×1, com salários iguais para mulheres e homens, porque temos as mesmas capacidades.”

A mensagem complementa o posicionamento apresentado durante o ato público e amplia o alcance do tema nas redes sociais.

A declaração integra o conjunto de manifestações recentes da ministra sobre direitos trabalhistas, com foco na reorganização da jornada e na equidade de condições no mercado de trabalho.

Jornada atual ainda segue o modelo tradicional

Como divulgado pelo O Brasilianista, a jornada semanal de trabalho no Brasil ainda é majoritariamente baseada no limite de 44 horas, previsto na Constituição.

Cerca de 70% dos trabalhadores formais cumprem essa carga horária, o que mantém o modelo tradicional como predominante.

O levantamento aponta que, apesar do avanço do debate no Congresso, a mudança na jornada ainda depende de tramitação legislativa e definição de novos parâmetros para diferentes setores da economia.

Além disso, a escala 6×1 continua presente em áreas que exigem funcionamento contínuo, como comércio, hotelaria e serviços, o que reforça a complexidade de uma eventual transição para novos modelos.

Informalidade amplia desafios para mudança

Outro fator relevante na discussão é o nível de informalidade no mercado de trabalho brasileiro, que atinge cerca de 37,5% da força de trabalho.

Esse grupo frequentemente ultrapassa a carga horária legal e não conta com garantias como descanso semanal remunerado.

A diferença entre trabalhadores formais e informais impacta diretamente a aplicação de possíveis mudanças na legislação, já que parte significativa dos profissionais não está coberta pelas regras atuais.

Esse cenário é considerado um dos pontos centrais nas discussões em andamento, que incluem propostas como redução da jornada semanal e adoção de modelos com mais dias de descanso.

Propostas avançam na Câmara dos Deputados

O debate sobre a jornada de trabalho avançou no Congresso Nacional, com aprovação da admissibilidade de propostas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara em abril de 2026.

Entre os textos em análise estão propostas que preveem a redução da carga horária para 36 horas semanais e a implementação de modelos como a escala 4×3, além de um projeto enviado pelo governo federal com tramitação acelerada.

As propostas seguem agora para discussão em comissão especial, onde serão realizadas audiências públicas com representantes de trabalhadores, empresas e especialistas, antes de eventual votação no plenário.

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