Mesmo depois de ser rejeitado pelo Senado para assumir o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), conforme divulgado na noite da última quarta-feira (29), Jorge Messias, advogado-geral da União do Brasil, teve a maioria das pessoas nas redes sociais ao seu lado, com quase 70% das manifestações sendo favoráveis, algo que gira em torno de 43,9 milhões de interações.
Os dados são de um levantamento da Ativaweb DataLab e analisou quase 70 milhões de menções públicas no Instagram, X, YouTube, Facebook e TikTok. Para a análise, foi considerado um período entre os dias 27 (antes da sabatina do dia 29) até 30 de abril (um dia depois da votação). As informações são da coluna do Lauro Jardim, do O Globo.
Menções negativas e críticas
De acordo com o levantamento, mesmo com a grande quantidade de críticas após a sabatina, através de cortes, vídeos e conteúdos de opinião, Jorge Messias acabou com um saldo positivo. A críticas e menções negativas ao processo político foram de 24,5% das publicações, sendo que apenas 12% foram de caráter neutro.
Através das análises de perfis de alto alcance, como é o caso dos conteúdos publicados por influenciadores e lideranças políticas (Nikolas Ferreira é um exemplo), houve uma contribuição no aumento do volume de manifestações negativas em momentos específicos, pelo qual teve uma maior concentração de engajamento, como é o caso do dia da sabatina.
Expressões e densidade digital
Segundo o estudo, o top 5 dos estados que apresentaram o maior alcance das críticas a nível nacional e a maior densidade digital foram São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e, por último, o Maranhão completa.
Indo para esse lado crítico, as expressões mais utilizadas foram “indicação política”, “politização do STF” e “governo Lula”. Ou seja, ataques foram mais direcionados à gestão do atual presidente da República do que ao próprio Messias.
Em relação aos termos usados para mostrar apoio ao mesmo, foram encontrados exemplos como “qualificado”, “injustiça”, “preparado”, “perseguição”, “ataque político” e “vítima”, deixando claro a indignação de grande parte da massa digital.
Rejeição pelo Senado ao STF
Conforme noticiado anteriormente pelo O Brasilianista, a votação referente a possível chance de Jorge Messias assumir o cargo de ministro do STF terminou com 34 votos favoráveis e 42 contrários, resultando na recusa do Senado, algo que não acontecia desde 1894, durante o governo do marechal Floriano Peixoto.
“O Supremo Tribunal Federal reafirma seu respeito à prerrogativa constitucional do Senado Federal. Reitera, igualmente, o respeito à história pessoal e institucional de todos os agentes públicos envolvidos no processo, reconhecendo que a vida republicana se fortalece quando divergências são tratadas com elevação, urbanidade e responsabilidade pública”, relatava um trecho da nota oficial do STF sobre a rejeição no Senado.
Com a recusa, é necessário que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolha outro nome para a vaga deixada por Roberto Barroso no STF, fazendo com que o trâmite no Congresso seja reiniciado. Antes da nova sabatina, a vaga continua aberta.

