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Economia

Entenda novo plano de recuperação extrajudicial do GPA

O plano permite uma solução estruturada para os desafios encarados pela Companhia

Entenda novo plano de recuperação extrajudicial do GPA

Na última terça-feira (05), a Companhia Brasileira de Distribuição (“Companhia”), amplamente conhecida como Grupo Pão de Açúcar (GPA), divulgou e celebrou o seu plano de recuperação extrajudicial com os credores representando 57,49% dos créditos sujeitos, pelo qual o valor total é equivalente a R$ 4,568 bilhões.

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A medida foi adotada devido ao comunicado divulgado ao mercado no dia 11 de março, pelo qual informava que a Justiça de São Paulo aceitou o pedido de recuperação extrajudicial apresentado pela companhia, marcando uma nova etapa na reorganização financeira da mesma.

Plano da Companhia

O plano permite uma solução estruturada para os desafios encarados pela Companhia, voltados de forma simultânea para a sustentabilidade financeira a longo prazo e a liquidez a um curto prazo. Através da homologação judicial, é esperado que as obrigações de pagamento presentes no plano de recuperação tenham os seguintes pontos:

  • Redução de mais de 50% do valor total ao longo do tempo;
  • Redução do custo médio para CDI + 0,5% ao ano;
  • Prazo médio estendido para 6,4 anos.

O plano teve uma aprovação unânime do Conselho de Administração e terá sua protocolação perante o Juízo da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo para a homologação, diante dos autos do processo nº 4036772-74.2026.8.26.0100.

Além disso, o acordo com os credores foi adquirido em um prazo de 56 dias após o protocolo da primeira versão feita do plano de recuperação extrajudicial. Com isso, foi registrado um prazo inferior aos 90 dias que são determinados pelo art. 163, § 7º, da Lei nº 11.101/2005.

Novo financiamento

Além desses pontos, o plano ainda prevê um novo financiamento destinado a Companhia no valor de até R$ 200 milhões, sendo realizado de forma integral pelos credores do plano de recuperação extrajudicial que possuem o desejo de permitir novos recursos para a Companhia.

Ainda há a contemplação da reestruturação dos créditos sujeitos em debêntures conversíveis de até R$ 1 bilhão. Elas terão, ao todo, quatro janelas de conversão, durante o primeiro semestre de 2027, 2029, 2030 e 2031, respectivos ao critérios dos seus titulares.

Passo essencial

Diante dessas medidas, a Companhia considera como um passo essencial em sua posição para o futuro e na melhora do perfil de endividamento. Diante da situação, a empresa espera fazer a proteção das operações de suas lojas, que funcionarão normalmente, e preservar o relacionamento com os fornecedores. A mesma diz que as suas operações estão dentro da conformidade com os fornecedores, parceiros e clientes, e são saudáveis.

A Companhia continuará informando ao mercado e seus acionistas sobre os termos que fazem parte da exigência da regulamentação. O plano de recuperação extrajudicial será disponibilizado nos termos da regulamentação aplicável.

Os resultados dessa medida adotada mostram que haverá uma liquidez relevante e redução de mais de R$ 4 bilhões dos desembolsos que precisam ser feitos pela Companhia durante os próximos dois anos, o que acaba, de certa forma, dando mais alívio para o fluxo de caixa durante esse período.

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