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Política

Como ficam as Eleições 2026 após o Google proibir impulsionamento de campanhas?

A decisão será mantida de forma parecida à realizada durante o pleito de 2024

Como ficam as Eleições 2026 após o Google proibir impulsionamento de campanhas?

Para o pleito eleitoral de 2026, o Google anunciou que vetará o impulsionamento de anúncios de campanhas políticas em suas plataformas. A ação não é inédita, visto que uma medida semelhante foi realizada durante as eleições municipais de 2024.

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Partidos políticos, federações e candidatos serão impedidos de contratar anúncios pagos, tanto para o buscador do Google quanto para o YouTube e outros canais da plataforma. A estimativa é de que a empresa deixe de lucrar com os anúncios neste ano mais do que o montante perdido em 2024, pois a movimentação financeira realizada em pleitos para presidência e governo estadual tende a ser maior do que para a prefeitura municipal.

A medida conversa com as últimas decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que aprovou resoluções para conduzir as eleições, como procedimentos técnicos e condutas permitidas. Dentre as aprovações, segundo apurou O Brasilianista, está a proibição do uso de Inteligência Artificial (IA) sem o rótulo necessário, e a proibição de conteúdos manipulados de circularem em até 72h antes do pleito e 24h depois.

Uso de Inteligência Artificial (IA)

O uso de IA nas campanhas eleitorais tem sido um ponto de debate comum em vários âmbitos sociais. Para tal, o TSE proibiu a utilização da ferramenta sem que seja devidamente indicado, além de proibir a criação de imagens falsas que prejudiquem a reputação de candidatos, como nudez ou conteúdo sexual.

Além disso, o programa Clica e Confirma do TSE anunciou a criação de uma comissão para tratar de assuntos sobre IA. Segundo publicação, a iniciativa informa que tribunais regionais também devem criar unidades para acompanhar e discutir o tema. A medida foi anunciada no dia 25 de maio de 2026, pelo presidente do TSE , o Ministro Nunes Marques.

Influenciadores digitais

Os anúncios pagos efetuados diretamente para plataformas foram vetados, assim como a contratação de influenciadores digitais para a realização de marketing da campanha de candidatos. Segundo apuração de O Brasilianista, a legislação eleitoral determinou a proibição da contratação de criadores de conteúdo, além da proibição de publicações pagas para angariar votos. As regras também são válidas para páginas de humor ou de fofoca.

Caso o influenciador ou o candidato seja condenado pela violação destas regras, estarão sujeitos a multa. Em casos mais graves, o político pode ter seu mandato cassado e inelegível por abuso de poder. Já no caso do comunicador, se houver indícios de disseminação de desinformação, ele estará passível de responder criminalmente ao ato.

Monitoramento de fake news

Em entrevista exclusiva a O Brasilianista, o ministro do STJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Villas Bôas Cueva, alertou sobre a dificuldade de monitoramento das fake news. Deste modo, para conter a disseminação das informações falsas, vários mecanismos podem ser utilizados.

O ministro menciona o Digital Services Act e o AI Act, normas utilizadas na União Europeia com o objetivo de impor às grandes empresas de mídia digital a transparência e a avaliação dos riscos sistêmicos que a desinformação pode gerar.

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