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Justiça

Caso Deolane Bezerra: o que já foi apreendido na Operação Vérnix?

A influenciadora teve prisão preventiva decretada em investigação de lavagem de dinheiro para o crime organizado

Caso Deolane Bezerra: o que já foi apreendido na Operação Vérnix?

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi presa preventivamente pela Polícia Civil e Ministério Público de São Paulo (MP-SP) em maio de 2026.

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Investigada por envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), a criadora de conteúdo teve R$ 27 milhões em seu nome bloqueado pela Justiça, além de bens apreendidos na Operação Vérnix.

De acordo com apuração de O Brasilianista, as apreensões realizadas pela operação revelam que o acervo da advogada e influenciadora são de alto valor patrimonial, de fácil transporte e liquidez. Desta forma, tornando os ativos compatíveis com estratégias utilizadas para lavagem de dinheiro.

O que foi apreendido na operação

A operação apreendeu veículos de alto valor, como uma Mercedes-Benz AMG G63, um Jeep Commander Limited, uma Cadillac Escalade e uma Land Rover Range Rover P530. Os automóveis estavam registrados em diferentes empresas, levantando suspeitas aos investigadores de ocultação de renda por meio de pessoa jurídica, conforme apurado por O Brasilianista.

Também foram recolhidos itens de luxo, como 40 joias, 19 relógios e diversos aparelhos eletrônicos, como celulares, CPUs, notebooks, macbooks e computadores iMac. Além disso, R$ 551,4 mil e 1.550 euros foram apreendidos em espécime pela perícia.

Ligação com o PCC

A investigação aponta a proximidade de Bezerra com Francisca Alves da Silva, esposa de Alejandro Camacho Júnior, irmão do Marcos Willians Herbas Camacho, o “Marcola”, considerado o chefe da facção. Esta conexão, segundo apurou O Brasilianista, reforçou as suspeitas dos investigadores da presença da influenciadora no esquema financeiro.

A hipótese cresceu após a polícia encontrar transferências realizadas por uma transportadora investigada pela operação para contas pessoais e empresas vinculadas à advogada. Para os investigadores, a quantia foi pulverizada entre as contas para serem transformadas em patrimônio.

Em entrevista para O Brasilianista, o advogado e Mestre em Direito Welington Dutra reforça que a investigação tenta conectar relações empresariais, buscando enquadrar movimentações financeiras que, em teoria, podem ter ligação com lavagem de dinheiro para o crime organizado. O especialista reitera, ainda, que a participação de Bezerra na investigação é diferente de afirmar que a influenciadora participa efetivamente do PCC.

Operação Vérnix e o PCC

Iniciada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), a operação tem o objetivo de investigar um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Durante a investigação, além da influenciadora, também foram expedidos outros seis mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão.

Segundo apurou O Brasilianista, quatro mandados foram cumpridos, dentre eles, o do suposto operador do esquema de lavagem de dinheiro, Everton de Souza, “Player”, do Marcola e de seu irmão, Alejandro Camacho. No entanto, dois sobrinhos do chefe da facção se encontram foragidos, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.

A facção criminosa montada no Estado de São Paulo a partir de um time de futebol é muito mais do que apenas tráfico de drogas, segundo apurou O Brasilianista, em entrevista com Dutra. A organização criminosa movimenta dinheiro em larga escala, com auxílio de fintechs, bancos digitais, empresas, contas de terceiros e outros. Conforme sinalizou o especialista, é este o motivo de operações deste porte envolverem influenciadores, artistas e empresários.

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