A pré-candidatura de Romeu Zema à Presidência subiu no telhado. A retirada do convite que havia sido feito ao ex-governador de Minas Gerais pelo diretório catarinense do Novo, partido ao qual o político é filiado, para um evento em julho tem sido comentada por correligionários como o primeiro sinal de que a campanha do mineiro terá vida curta.
O convite a Zema foi retirado pelos filiados do Novo em Santa Catarina (SC) devido às críticas do mineiro à proximidade de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. SC é um estado com viés político conservador e bolsonarista, e tem sido usado pelos Bolsonaro como área segura.
SC abrigou Jair Renan como vereador em Balneário Camboriú e Carlos Bolsonaro disputará o uma vaga ao Senado pelo estado, mesmo sendo um político ligado ao Rio de Janeiro, onde foi vereador da capital fluminense.
Fontes do Novo afirmaram que integrantes graúdos do partido de outros estados, como o deputado federal Marcel Van Hattem, que é do Rio Grande do Sul, “ficaram malucos” com as as críticas de Zema a Flávio, por conta do financiamento de Vorcaro ao filme Dark Horse, que contará a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O incômodo do Novo com a posição de Zema é resumido na nota do diretório catarinense do Novo: “O Novo Santa Catarina acredita que este é o momento de somar esforços e fortalecer a unidade da direita brasileira. Mais do que disputas entre
lideranças que compartilham valores semelhantes, o país precisa de um projeto capaz de unir forças para promover as mudanças que o Brasil necessita”.
Ainda de acordo com o diretório do partido em SC, a entidade “deverá se posicionar contrariamente à indicação de Zema como candidato à Presidência” caso o ex-governador de Minas Gerais não mude o posicionamento em relação a Flávio Bolsonaro. Fontes do partido colocam a crise na conta de Tiago Mitraud, ex-deputado federal pelo Novo de Minas Gerais que disputou a eleição presidencial de 2022 como candidato a vice na chapa de Felipe D’Avila.

