No mundo dos negócios, o termo “breakeven” pode aparecer diversas vezes quando o assunto é finanças empresariais e planejamento de negócios a curto, médio e longo prazo.
Segundo a ExpertXP, esse termo significa “ponto de equilíbrio”, um fenômeno que acontece quando os ganhos e custos de uma empresa, tanto variáveis quanto fixos, se igualam. Posteriormente, funcionando como um ponto de virada, o negócio começa a gerar lucros.
Esse momento é observado por meio de um cálculo simples, diminuindo as despesas das receitas, e o resultado precisa ser zero. Ou seja, isso significa que a empresa não gera lucro, mas também não gera despesas — um breakeven do faturamento.
O cenário é interessante pois é um momento de alto potencial para um negócio, em que pode começar a faturar a mais do que os gastos se manter o planejamento da forma correta.
Investidores mudam o cenário
Ainda de acordo com a ExpertXP, o breakeven pode ter diferentes momentos para empresas que possuem investidores em relação àquelas que não possuem esse suporte.
No primeiro caso, o ponto de equilíbrio pode demorar mais para acontecer, visto que os investimentos garantem uma certa estabilidade no início do modelo de negócio. Já as empresas sem investimento externo têm a necessidade de cumprir o breakeven o quanto antes para poder manter a companhia aberta.
Por que o breakeven é importante?
De acordo com o Insper, esse é um indicador fundamental para a saúde financeira de um negócio, pois a organização e planejamento permite analisar o sucesso da empresa a partir desse ponto.
É por meio desse fator que um empreendedor consegue entender a viabilidade da operação, possíveis ajustes como cortar custos e otimizar a produção de alguma maneira.
O cálculo também ajuda a aprimorar o planejamento financeiro e reestabelecer o plano de vendas com marcos mais concisos com a meta nova.
Esse indicador pode ser também um fator determinante para descobrir se os investidores do negócio pretendem continuar ajudando ou devem sair do contrato. Para quem não tem, ele pode ser um fator de incentivo para investidores externos.
Quais custos incluir em um cálculo de breakeven?
Segundo o Insper, alguns custos fixos que podem entrar na conta do breakeven são:
- Aluguéis de escritórios, lojas, fábricas ou outras instalações;
- Seguros;
- Eletricidade, gás, água e esgoto;
- Despesas com o quadro de funcionários, como os salários e planos de benefícios;
- Contratos de serviços de limpeza e segurança, contratos de publicidade;
- Licenças e autorizações.
Por sua vez, também é importante destacar os gastos variáveis, aqueles que mudam conforme o nível de produção da empresa, como:
- Matérias-primas e suprimentos;
- Contrato de trabalho temporário;
- Horas extras do salário de empregados;
- Despesas de viagem;
- Aluguel de máquinas, equipamentos e ferramentas para trabalhos específicos;
- Frete e combustível.
Vale lembrar que breakeven não é o mesmo que payback. Enquanto o primeiro é um ponto de equilíbrio entre lucros e gastos, o último representa o tempo e o valor que devem ser pagos de volta aos investidores do negócio.

