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Economia

Dia das Micro, Pequenas e Médias Empresas: qual a situação dos empreendedores no Brasil

Veja dicas de como abrir e manter uma empresa

Dia das Micro, Pequenas e Médias Empresas: qual a situação dos empreendedores no Brasil

Neste sábado (27), é celebrado o Dia das Micro, Pequenas e Médias Empresas. Desta maneira, o empreendedor brasileiro, ou quem deseja empreender, pode pensar sobre como está o cenário brasileiro e se é possível abrir e sustentar uma empresa do zero.

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Segundo o Relatório Global GEM 2025/2026, o Brasil é o 44º melhor país para gerir uma empresa. Conforme apurou O Brasilianista, isso mostra um fortalecimento do empreendedorismo, porém, há fragilidades estruturais que ameaçam a sustentabilidade dos negócios.

O relatório aponta 13 condições do quadro regulamentar, incluindo financiamento empresarial, políticas governamentais, educação e acesso ao mercado. No total, o país marca com 4 pontos no índice. O melhor país para se empreender, a Arábia Saudita, possui pontuação 7.

Os custos para manter uma empresa em funcionamento no país são altos. Para tal, é preciso levar em consideração, tanto na abertura de um negócio quanto na gestão de capital, alguns fatores como carga tributária alta; infraestrutura pobre; legislação tributária complexa e taxa de juros proibitiva.

É caro empreender no Brasil, mas há diversas oportunidades

Apesar de não ser o país mais caro, ou o pior, para se empreender, é necessário estar ciente dos custos do Brasil, assim como aproveitar as oportunidades. Em conversa ao O Brasilianista, a psicóloga, neuropsicóloga, especialista em empreendedorismo e CEO da Faculdade FEX Educação, Zora Viana, afirma que abrir um negócio no país exige planejamento rigoroso.

Além da análise criteriosa do cenário econômico, tributário e regulamentar para abrir e gerir uma empresa, a especialista analisa que o país possui um mercado cheio de oportunidades.

Assim, a psicóloga ainda aborda sobre a necessidade de manter o crescimento na ponta do lápis, pois não há um prazo definido para que uma empresa alcance o médio porte. Isso, pois o processo varia conforme o setor, a gestão e a capacidade de expansão de cada empreendimento.

Os maiores mitos do empreendedorismo

O conceito do empreendedorismo como um atalho para o sucesso financeiro é um dos maiores mitos do mercado. Segundo apurou O Brasilianista, em conversa com a especialista em gestão empresarial, Aquila Bernardes da Silva, essa visão não corresponde à prática, pois exige disciplina, constância, preparo emocional e visão estratégica.

Outro mito do empreendedorismo é de que uma pessoa nasce com as características necessárias para empreender e ter sucesso. Isso não se sustenta no longo prazo, pois habilidades como liderança, criatividade e resiliência podem ser adquiridas e lapidadas com o tempo.

Além disso, empreender é algo constante e, por isso, planejamento e estratégia são fundamentais. Para tal, um plano de negócios bem definido e estruturado é essencial para a construção de metas, estratégias e ações futuras. Este processo, porém, exige esquematização, conhecimento do mercado e organização financeira.

Como saber quando investir e quando recolher o lucro?

Uma das principais dúvidas, principalmente de empreendedores iniciantes, é saber quando investir e quando recolher o lucro de sua empresa. Para o planejador financeiro e especialista em investimentos, Douglas Dias Rodrigues, em conversa com O Brasilianista, a melhor gestão do lucro exige a destinação correta do dinheiro.

O especialista aponta que empreender requer a separação do CPF do CNPJ. A criação de um pró-labore e de políticas claras de alocação do lucro são necessárias. Além da importância de reinvestir, o planejador indica que a manutenção de uma reserva equivalente de 3 a 6 meses dos custos fixos da empresa é fundamental.

Além disso, o especialista comenta que a decisão sobre investir em crescimento ou lucrar mais com o negócio deve ser baseada na eficiência e na previsibilidade. Para tal, se a empresa possui margem, demanda constante e retorno claro, o crescimento é racional. No entanto, se há pressão no caixa, instabilidade na margem ou falta de controle, o foco deve ser em melhorar o lucro antes da expansão.

Saiba como proteger o caixa em ano eleitoral

Em ano eleitoral, todo cuidado é pouco no momento de proteger o caixa. Isso, pois a economia passa por um movimento conhecido de aumento dos gastos públicos e maior circulação de capital no primeiro semestre e, no segundo, um ambiente de incerteza.

Para se proteger, a economista e conselheira federal do Cofecon, Janine Alves, em entrevista ao O Brasilianista, comenta que seria um erro não aproveitar a oportunidade apresentada no primeiro semestre. Isso, pois os gastos públicos investidos em programas sociais, crédito público e medidas fiscais tendem a chegar de forma rápida aos prestadores de serviço e ao comércio local.

No entanto, a lógica se inverte no segundo semestre. As dúvidas sobre o rumo político do país, somadas aos questionamentos sobre a política econômica, levam as famílias e empresas a aguardarem para tomar decisões de alto valor. Para tal, a especialista recomenda a utilização do primeiro semestre para a criação de uma boa reserva financeira.

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