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Política

Ouro político: PL Antifacção esbarra em pressão de governadores

Hugo Motta tenta sentir o pulso das bancadas antes de remarcar a votação

Ouro político: PL Antifacção esbarra em pressão de governadores

Nos bastidores de Brasília, a quarta-feira (12) foi de muito calor político e de governadores de direita tentando controlar o termômetro da pauta que é um verdadeiro ouro político: a segurança pública. O PL Antifacção (PL 5.582/2025), que seria votado ainda nesta quarta-feira, acabou travado após uma peregrinação de chefes estaduais ao Congresso Nacional. O motivo? Preocupação com o ritmo acelerado e com o risco de um texto “inconstitucional”.

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De um lado, o relator Guilherme Derrite (PL-SP) ainda ajusta o texto. Do outro, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tenta sentir o pulso das bancadas antes de remarcar a votação. No meio disso tudo, governadores como Cláudio Castro (PL-RJ), Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (União-GO) desembarcaram em Brasília para uma rodada de conversas que mais parecia reunião de comando de segurança. Uma dessas paradas foi em um almoço, na Frente Parlamentar do Livre Mercado.

No entorno do Plenário, o diagnóstico é unânime: a votação não sai nesta quarta. O texto segue em ajustes e o consenso ainda está longe. O cálculo dos governadores de direita é claro: querem garantir uma vitória, mas sem atropelar. Até porque o tema, depois das recentes operações no Rio e da fala de Lula, ao dizer que “traficante também é vítima”, virou uma pauta cara no discurso da direita.

Entre cafés e reuniões, o combinado informal foi deixar o texto respirar. A expectativa é votar ainda neste ano, antes que o assunto esfrie, tanto na política quanto nas manchetes. Nos bastidores, ninguém quer perder o protagonismo de uma bandeira que pode render mais do que votos: pode definir quem vai liderar o discurso da segurança pública em 2026.